Due Diligence no investimento anjo: como funciona?

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O investimento anjo é uma das opções de investimento que startups early-stage podem captar para escalar suas operações para que startups possam escalar suas operações. Para captar valores, é preciso convencer investidores a assumir os riscos em troca de um bom potencial de ganhos. No entanto, não basta apresentar números que encham os olhos, pois o Due Diligence no investimento anjo vai investigá-los.

Esse é um procedimento voltado para a análise e confirmação de informações e antecede a liberação de recursos. Por isso, é preciso ficar atento para conseguir executar a etapa da maneira adequada.

A seguir, apresentamos o funcionamento de Due Diligence no investimento anjo e como proceder!

O que é Due Diligence e por que fazer?

Esse processo é uma auditoria feita em uma startup para conferir se seus números reais batem com os que foram apresentados em determinada negociação. Isso é importante para evitar que a gestão “inflacione” seus dados e, com isso, gere uma percepção incorreta sobre a sua real situação.

Essa é uma medida de proteção tomada antes que um investimento se concretize. Ou seja, a diligência serve para identificar e mitigar riscos antes que o dinheiro esteja alocado em uma oportunidade que não é tão interessante.

Em alguns casos, também pode ser usado para garantir o desenvolvido de projetos e produtos, além de pensar em escalar a startup, por exemplo. Assim, é considerado uma medida de segurança e é adequado para diferentes contextos.

Quais são os principais tipos?

Embora a metodologia seja única, ela pode ser aplicada em várias situações, o que cria tipos diferentes. O Due Diligence para fusões e aquisições, por exemplo, visa a compreender a situação e seu preparo para o processo. Assim, é possível conferir se as condições acordadas entre as partes são justas e consistentes com a realidade.

O Due Diligence para investimento anjo, por sua vez, procura avaliar uma startup antes de receber, efetivamente, o valor do investidor. Ele serve para definir se a avaliação é adequada, por exemplo. Também traz uma ideia completa sobre a situação e as projeções de desempenho.

Uma etapa voltada para novos projetos, por outro lado, pode ser realizada com parceiros estratégicos ou mesmo internamente, entre as áreas. Com isso, a tomada de decisão é favorecida.

Há, ainda, os tipos ligados a áreas específicas, como a diligência trabalhista, a ambiental, a de compliance e assim por diante. No entanto, a versão completa é a que traz o melhor panorama sobre o desempenho.

Como é o processo de Due Diligence no investimento anjo?

Como é um dos elementos essenciais desse tipo de empreitada, o Due Diligence no investimento anjo deve seguir um passo a passo. Somente dessa forma é possível garantir que os resultados sejam condizentes com o que acontece e que sejam confiáveis para impactar a tomada de decisão.

Para não ter mais dúvidas, entenda como realizar esse procedimento de forma adequada!

Criação de um grupo multidisciplinar

Para verificar se uma startup realmente é o que diz ser em seu pitch, recomendamos a criação de um grupo multidisciplinar. Ter o apoio de profissionais especialistas em finanças, tributos e mercado, por exemplo, é fundamental para fazer uma análise completa.

Por parte da startup, também é interessante montar um grupo de apoio para direcionar as questões e atender às dúvidas e solicitações. Com a devida organização, o processo ganha dinamismo.

Análises das partes da startup

Em seguida, ocorre uma análise sobre todas as partes da startup: finanças, movimentações fiscais, marketing, registros de propriedade, contratos comerciais, ativos e passivos, entre outros.

Também é o caso de analisar planos de negócios, matriz de riscos e oportunidades, avaliações sobre as concorrências, indicadores de desempenho de satisfação dos clientes e assim por diante. A ideia é ter uma visão completa sobre a operação e sobre o posicionamento no mercado.

Normalmente, é necessário oferecer documentos, balanços e informações para responder às principais dúvidas de quem investe. Os dados, então, são confrontados com o que foi apresentado na captação e com os valores acordados.

A partir disso, os investidores têm uma ideia das projeções e da situação real, o que diminui os riscos. Se tudo estiver em conformidade com o que foi previsto em contrato, o valor é liberado e pode ser usado para escalar sua startup.

Encontros com os representantes da startup

Finalmente, há um eventual encontro e bate-papo com a startup, a fim de esclarecer pontos de atenção que foram levantados na etapa anterior. Vale dizer que as startups devem estar preparadas para fazer o pitch de novo, com detalhes adicionais. Além disso, é um momento importante para que investidores julguem a compatibilidade com o empreendedor e vejam se poderão, de fato, trabalhar juntos de forma construtiva.

Quando é preciso executá-lo?

As fases de Due Diligence têm que ser colocadas em prática sempre que for necessário tomar uma decisão em relação a um investimento na startup. Durante uma fusão ou aquisição, como visto, é preciso executar a tarefa.

No caso do investimento-anjo, tudo deve ser feito entre a apresentação da startup aos investidores e a assinatura do contrato de investimento. A startup deve estar pronta para atender a todos esses questionamentos nesse momento específico, de modo a diminuir os riscos de quem investe e garantir um bom desempenho para ambos.

O que acontece ao não realizar esse processo?

A realização de Due Diligence no investimento anjo é importante para proteger a startup e os investidores. Com a conferência das informações e dos números apresentados, quem aplica os recursos não corre mais risco que o necessário. Para a startup, há menores chances de ver o acordo ser desfeito. Sem essa fase, portanto, há menos segurança.

Também é importante para alinhar as expectativas e garantir que os investimentos sejam condizentes com a necessidade atual. A falta de execução nesse sentido dificulta o processo de escalar a startup de maneira sustentável e rentável ao longo do tempo.

Não menos importante, é algo crucial para a transparência. Sua ausência torna a negociação menos clara e as informações ficam restritas. Com a falta de confiança, sua startup pode ter dificuldades para captar investimentos.

O processo de Due Diligence no investimento anjo é essencial para a segurança de ambas as partes que negociam. Aqui na GVAngels, realizamos esse processo e, com isso, oferecemos oportunidades para dezenas de startups operacionais e com grande potencial.

Quer ter a chance de receber os recursos necessários para escalar? Entre em contato conosco e veja como podemos ajudar!

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